quinta-feira, 1 de maio de 2014

#SóPedimosPaz

            Tenho refletido muito sobre a atual situação que se encontram as favelas do Rio. Refletido como estarão daqui a horas, dias, meses e anos. Sobretudo ás favelas com UPP'S ( Unidades de Polícia Pacificadoras), como Rocinha e o Complexo do Alemão.
            Estas vem tendo e sofrendo com a violência gerada de todos os lados. Aí o leitor que não vive no Rio pergunta : ''Mas as UPP'S não tem o objetivo de pacificar essas favelas? E elas não são pacifiicadas?''. Sim para as duas perguntas, porém o trabalho do Governo + Polícia não vem sendo realizado com êxito, ou em alguns aspectos, nem desenvolvido está.
            No Alemão, amigos noticiam pelas redes que tiroteios viraram rotina. É de manhã, de tarde, de noite, não importando hora. Tanto esta assim, que esta semana fez uma vítima, a moradora Dalva. No Cantagalo há uma semana atrás foi DG. Na noite deste primeiro de maio, tiroteio intenso tomou conta da Rocinha, fazendo com que moradores ficassem acuados e amedrontados. E aí, como ficamos? Quantos terão de morrer?
             Até quando seremos vítimas da violência? Sei que são perguntas clichês e totalmente repetidas pelos veículos, porém devem ser feitas. Saio de casa não sabendo se volto. Qualquer barulho de fogos, fico apreensivo e penso em minha família. E isso não deve se passar só na minha cabeça, mas também de tantos outros moradores.
             Não quero com este texto apontar erros e medidas de segurança que o Governo juntamente com a Polícia devem tomar, muito menos falar dos traficantes que ainda vivem nestas favelas. Faço deste texto um objeto de externação minha vivência. E se não é querer pedir muito, mas uma coisa que eu tenho é esperança. Esperança de um dia saber que todas favelas estão asseguradas e que as palavras violência, desespero, dor e tiroteio foram aniquiladas destes locais. Aí meu bom amigo, ''viver será só festejar''. Ao invés de #somostodosmacacos, utilizemos #SóPedimosPaz.

Edu Carvalho
@EduRocinha

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