segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Vamos dar um rolézinho?!

O movimento de liberdade e ostentação


Hoje está meio que difícil você falar ''rolezinho'' em algum canto e não soar de forma esquisita ou com aceitação parafraseando o movimento. Semana passada, uma senhora estava me ajudando a chegar no Shopping Leblon. Durante a ida, ela me perguntou o que estaria fazendo lá, e eu respondi ''Vou encontrar uns amigos''. A senhora olhou pra minha cara e perguntou ''Você não irá fazer rolezinho não né?'' com uma cara de que isso fosse como uma coisa absurda. Fomos conversando e ela foi ampliando o assunto.

O rolezinho ''virou viral'' e acabou-se perdendo a legitimidade do movimento, que somente queria fazer com que a juventude fosse aos shoppings (templos do consumismo) para encontrarem amigos e para ostentar. Ninguém queria briga, só seguidores e usufruir de símbolos que de tempos pra cá, imaginam ser acessíveis para todos. No Rio, a coisa tomou um status de ''faremos lá porque acontece discriminação'', com parcela alta de pessoas á favor, pois sabem como é a realidade dos shoppings desta cidade. Um dos que aconteceram aqui não teve êxito, caso do ''pai da desigualdade'', o famoso Shopping Leblon, que tomou atitude de fechar suas portas. Para muitos, salvação, pra outros, tiro no pé.

Não seria o caso de se mostrarem solícitos e abrirem suas portas, para deleite da moçada que queria simplesmente curtir e comprar? Poderia, mas não foi feito. Criaram outro rolezinho, esse com possibilidade de saldos positivos e que já tem data, local e hora marcada: Fashion Mall, o verdadeiro encabeçador do ''apartheid social'' aqui no Rio. Muitos estão confirmando presença e alegando seus motivos de estarem querendo ir. Grande parte tem o Fashion Mall como o ''tal lugar que ninguém podia entrar na infância''.

Voltando ao ponto de partida deste texto, conversei com ela sobre os rolezinhos, que no final, acabou se mostrando apoiadora destes, desde que não sejam feitos para furtos e baderna. Me dizia também no final, que rolezinhos são dados todos os dias, sejam nos ônibus, ruas, shoppings, o que for, porém tomam nome de ''passeios''. A conversa foi tão legal e cresceu tanto que paramos em Diogo Mainardi, mais isto conto depois. Assim acaba minha arenga

Vamos de rolezinho?

Edu Carvalho
@EduRocinha

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